
Entre tantas pessoas apenas uma chamaria a atenção dela.
Era apenas por ele que seus olhos sorriam e, por isso, a ânsia por pousar-lhes em seu rosto -paradoxalmente- expressivo e sensível.
Observar-lhe ao longe...
Nos momentos em que aquele riso fácil transformava-se em palavras intensas, ela, mera expectadora daquele senhor, desfiava a imaginar o que ele pensava naqueles milésimos de segundos em que seus espelhos se cruzavam.
Aqueles sinais eram exclusivamente 'deles'? Como saber! Não poderia mirar-se e seguir inadvertidamente naquela direção sem certificar-se de que conhecia exatamente o caminho que estava trilhando.
E assim passaram-se horas, dias... e assim o tempo se desfazia aos seus olhos e aquilo que poderia ser uma bela história, talvez estivesse fadado a permanecer no seu imaginário.
Talvez ele realmente achasse que eram água e azeite, e contra esse inimigo ela não tinha armas.