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sábado, 5 de julho de 2008

Preencher lacunas...


Em um processo de metamorfose, é imprescindível que espaços sejam tomados, para que resquícios de um passado próximo não teimem em invadir a superfície porosa dos desejos desfeitos.
Caminhos são delineados nesta busca incessante por um novo brilho e um leque de possibilidades torna claros uma infinidade de sentidos opacos.


[É o mais difícil, mas é para ele que o Norte aponta.]

♪ E o que eu era, não sou mais... ♪



Sempre que paro para ler-te espero algo meu naqueles escritos. Assim, de alguma forma, me sentiria parte de uma história que já não é mais minha.
Continuo a procurar, esmiuçando cada detalhe, comparando, relembrando e não... eu não estou mais lá.
Meu lugar não existe mais; outras pessoas ocupam o espaço que um dia abrigou nossas risadas, brigas, saudades, gostos, indefinições...
Odeio perceber que, por mais que eu nao queira, você ainda está aqui e permanecerá por mais tempo que o planejado.
A sensação de vazio se perpetua, o silêncio já não é mais doce, já não há mais qualquer prazer na melancolia.


[O que sobrou de nós?]

sexta-feira, 23 de maio de 2008


Que vontade de pôr no papel tudo que sentes.
Toda essa avalanche de sensações, motivos, insônia, vontades, necessidades, instintos... alma!
Tentativas incomensuráveis de tornar reais todas as expectativas, de se despir das máscaras, de viver livre e mostrar quem realmente és.

Que vontade de viver uma nova vida.
Inúmeras vezes tentaste. E agora? Sabe-se lá. Insistir pode não ser a idéia mais acertada.

Que vontade de ser livre.
Em pensar que talvez seja imutável... inalterável.


[intangível ou intáctil?]






"Te adoro e você vem comigo aonde quer que eu voe"

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Incontrolável


Anoitece...


Anoitece.
vejo-te...ali luz crepuscular
mergulhando na alma do rio.
Tu, chama de pecado, quase incêndio,
mergulhando no rio de minh'alma.


Eu,
árvore que não se fez lenha,
queimando-se por inteiro, ou quase,
nas aflições de sonhos reprimidos.


Agora,
a chuva cai, tímida, ressentida.
dentro de mim
a brasa corusca, luze, cresce, esmaece,
apaga, assume a cinza do nada.
No ocaso, o sol agonizando,
a tarde morrendo,
a vida silenciando,
a noite acontecendo.


A chuva estanca, pára,
a lua aparece, acontece,
desce o luar
sobre os muros quietos.
a existência é uma velha saudade
de velhos casarões.
tu, incêndio, realidade, alvoroço.
Eu, um passado sem regresso.
Não deve haver pecado após a morte.
(Claudius Hermann)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Promessas




Pára de falar mãe,
Todo som e letras se tornaram trêmulos!
Todo meu desvario e coma se inflamaram,culpa dos copos,
libertaram-me da alcova!
Mas o copo de vinho esborrava teu rosto como reflexo.


Dizia que meu instinto brilhava teu nome,
era meu compromisso!arrependi-me de ter calçado o teu sentimento,
Foi apenas vodka, portanto,
quero tanto te beijar, toda angústia inebriante grita teu nome.(...)




(Claudius Hermann)

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

"Eu sou um estilete sem cabo.
Quer pegar, pega.
Só que não entro nem saio da vida de ninguém sem deixar marcas.
Marcas boas ou ruins.
Mas marcas.(...)

Lâmina cada dia mais afiada.
Quer segurança?
Vai brincar com cotonete.
Eu não nasci pra isso.
Eu curto pulso, sangue, intensidade.(...)

Eu sou uma máquina de ferimentos.
Quer beijar?Vai ser intenso.
Quer brincar?Só não fala que eu não avisei."


-Fábio Altro, Os funerais do coelho branco

domingo, 20 de janeiro de 2008

sarcasmo puro!


Eu te amo. E não seria metade do que sou sem você, juro.

É seu ódio profundo que me dá forças para continuar em frente, exatamente da minha maneira.

Prometa que nunca vai deixar de me odiar ou não sei se a vida continuaria tendo sentido para mim.

Eu vagaria pelas ruas insegura, sem saber o que fiz de tão errado se alguém como você não me odeia, é porque, no mínimo, não estou me expressando direito.

Sei que você vive falando de mim por aí sempre que tem oportunidade, e esse tipo de propaganda boca a boca não tem preço. Ainda mais quando é enfática como a sua - todos ficam interessados em conhecer uma pessoa que é assim, tão o oposto de você.E convenhamos: não existe elogio maior do que ser odiado pelos odientos, pelos mais odiosos motivos. Então, ser execrada por você funciona como um desses exames médicos mais graves, em que "negativo" significa o melhor resultado possível.

Olha, a minha gratidão não tem limites, pois sei que você poderia muito bem estar fazendo outras coisas em vez de me odiar - cuidando da sua própria vida, dedicando-se mais ao seu trabalho, estudando um pouco. Mas não: você prefere gastar seu precioso tempo me detestando. Não sei nem se sou merecedora de tamanha consideração.

Bom, como você deve ter percebido, esta é uma carta de amor. E, já que toda boa carta de amor termina cheia de promessas, eis as minhas:


Prometo nunca te decepcionar fazendo algo de que você goste. Ao contrário, estou caprichando para realizar coisas que deverão te deixar ainda mais nervoso comigo.

Prometo não mudar, principalmente nos detalhes que você mais detesta. Sem esquecer de sempre tentar descobrir novos jeitos de te deixar irritado.

Prometo jamais te responder à altura quando você for, eventualmente, grosseiro comigo, ao verbalizar tão imenso ódio. Pois sei que isso te faria fi car feliz com uma atitude minha, sendo uma ameaça para o sentimento tão puro que você me dedica.

Prometo, por último, que, se algum dia, numa dessas voltas que a vida dá, você deixar de me odiar sem motivo, mesmo assim continuarei te amando. Porque eu não sou daquelas que esquece de quem contribuiu para seu sucesso. Pena que você não esteja me vendo neste momento, inclusive, pois veria o meu sincero sorrisinho agradecido - e me odiaria ainda mais.


Com amor, da sua eterna,

Fernanda Young